Quantas vezes você já desejou fazer algo diferente, que mudaria sua vida de fato, mas parou antes mesmo de começar? Como se lá no fundo você ouvisse uma voz baixinha dizendo que ‘não daria certo’ ou ‘melhor deixar pra outra hora porque, afinal, você já tem muitos compromissos: família, carreira em construção, contas a pagar, etc’.
Isso tem nome, sabia? Chama-se autossabotagem. Os motivos e as emoções que levam isso são muitos e tentaremos aqui mostrar alguns deles. Assim, você será capaz de identificar as armadilhas que cria para si mesmo e como tirá-las de sua vida com a ajuda profissional.
Em geral, são dois os tipos de pessoas que se autossabotam.
- As pessoas para quem nada dá certo porque o destino, as circunstâncias e até mesmo outra pessoas as impedem de conquistar aquilo que tanto desejam. São aquelas que sentem-se vítimas sempre, queixam-se de tudo e responsabilizam qualquer coisa ou qualquer outro pelo seu fracasso.
- Sentem-se sempre tão culpadas por cometerem erros e repeti-los que permanecem angustiadas sem conseguirem refletir alternativas para acertarem. Tornam-se ansiosas.
Além do perfil, há ainda situações que podem envolver a autossabotagem.
Sai em busca de um novo trabalho, mas…
- Está desmotivado ou acha que não é valorizado no atual emprego e deseja encontrar outro. Mas toma outras medidas…
- Deixa o currículo desatualizado e não busca oportunidades
- Quando finalmente consegue uma entrevista de emprego encontra mil desculpas para não comparecer
- Classifica-se como um profissional de menor valor porque não tem esta ou aquela qualificação
- Decide que vai fazer uma pós-graduação ou especializações para depois buscar empregos. Mas nunca começa o tal curso.
Decide que é hora de melhorar a qualidade de vida, tornar-se mais saudável. No entanto…
- Após a consulta, não adere às recomendações do especialista
- Deixa para começar depois do feriado, do fim de semana ou das férias. Quando finalmente começa, desiste pouco depois alegando falta de tempo, condições climáticas, etc.
Estes são apenas alguns exemplos, que poderiam ir muito além como relacionamentos, viagens dos sonhos, casa própria, finanças, etc.
O problema é que esse comportamento vai reafirmando cada vez mais a sensação de fracasso e diminuindo consideravelmente a própria estima. Isso pode desencadear o transtorno da ansiedade. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o Brasil é o país com maior número de pessoas com a doença no mundo, ou seja, 9,3% da população brasileira tem esse diagnóstico.
O que leva à sabotagem de si mesmo?
Os motivos podem ser muitos, sejam eles conscientes ou inconscientes, mas há três que costumam estar presentes na autossabotagem. São eles: a ansiedade, a baixa autoestima e o medo. Combinados ou não, eles normalmente desencadeiam:
Receios de fracassar: não saber lidar com a frustração gera e potencializa esses temores. Afinal, é muito difícil se esforçar muito para alcançar os objetivos e não conseguir. Daí a sensação de que é mais fácil esquivar-se das tentativas ao invés de lidar com o fracasso e questionar a própria capacidade.
Medo: Apesar de desconfortáveis, as queixas são velhas conhecidas. Por isso, é mais fácil continuar como está do que enfrentar novas situações que gerarão respostas imprevisíveis. Com essa atitude, alimenta-se o medo que se torna paralisante e estimula a autoproteção, que neste caso, é sabotar a si mesmo.
Ansiedade: Medo do futuro e das expectativas não correspondidas. Por exemplo, achar que só conseguirá um emprego melhor se fizer a especialização ‘x’ e, ao concluí-la, descobrir que o resultado não corresponde ao esperado? Pois é, aí entra o velho clichê de deixar como está apesar da sua angústia aumentar e deixar você cada vez mais longe dos seus propósitos.
Desfazendo as próprias armadilhas

A boa notícia é que há maneiras de melhorar e a sua estima por si mesmo seja aprendendo a lidar com o próprio ego através da psicoterapia, seja tornando seus objetivos mais claros para alcançar a tão almejada felicidade.
Pela definição de Sigmund Freud, pai da Psicanálise, o Ego está relacionado à sabotagem de si mesmo ao lidar com estímulos recebidos pela mente e mundo exterior. No entanto, esses impulsos podem ser satisfeitos ou reprimidos. Por exemplo, a criação repressora gera mecanismos de autodepreciação e interfere no equilíbrio psicológico entre impulsos internos e cobranças externas. Nestes casos, a psicoterapia pode ajudar e muito.
Ter um profissional ajudando a entender o problema, a lidar com os sentimentos e ser capaz de identificar que as armadilhas são criações suas para justificar o seu medo e angústia é fundamental.
Se já identificou seus erros e mesmo assim, cai neles várias vezes em situações diferentes, pode ter chegado a hora de deixar a vergonha de lado e procurar ajuda.
Aprender a lidar com tudo isso fará toda a diferença na maneira como conduzirá sua vida. Já pensou conquistar o peso almejado, a promoção desejada, melhorar o relacionamento amoroso porque aprendeu a valorizar seus pontos positivos e fortalecer suas qualidades?
Em seu livro “A Autoestima se constrói passo a passo” a autora Lucia Moysés afirma: “Em termos práticos, a autoestima se revela como a disposição que temos para nos ver como pessoas merecedoras de respeito e capazes de enfrentar os desafios básicos da vida”.
Portanto, realizar aquele sonho ou projeto de vida será possível porque os fatores impeditivos serão transpostos com a ajuda de um psicoterapeuta. Assim, seus objetivos convergirão finalmente para a felicidade que você deseja.
Fonte: https://sociologialiquida.com.br/voce-sofre-de-autossabotagem-guia-completo/





